O que significa Transprojetação?

A Transprojetação é uma metodologia fundamentada nas obras de Edgar Morin e Michel Thiollent.
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE com a Soft Systems Methodology e a Pesquisa-ação.



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quarta-feira, 21 de julho de 2010

I Encontro de Engenharia, tecnologia e sociedade - 13 e 14 de julho de 2010

I Encontro de Engenharia, tecnologia e sociedade - 13 e 14 de julho de 2010

O I Encontro de Engenharia, tecnologia e sociedade é uma realização da Faculdade de Tecnologia (FT), Faculdade UnB Gama, Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS), da Universidade de Brasília, com o apoio da UnBTV, do Núcleo de Multimídia e Internet (NMI), do Programa Quartas Sustentáveis, do Instituto de Ciências Sociais (ICS).

"O I Encontro de Engenharia, tecnologia e sociedade tem por objetivo a apresentação de visões de diversos especialistas de destaque nacional sobre assuntos que versam sobre o impacto das tecnologias de engenharia na socidade brasileira, visando a identificação de potenciais questões que precisam ser tratadas na Universidade de Brasília por meio de suas linhas de pesquisa, ensino e extensão. É um evento aberto a toda a comunidade universitária e aos brasilienses interessados no assunto." [folder de divulgação do evento]

Os objetivos do evento são:

1. Apresentar a visão de especialistas e estudiosos no assunto engenharia, tecnologia e sociedade, e suas vertentes, para a comunidade universitária e comunitária.

2. Criar um espaço para a discussão dos temas e respectivo papel da universidade na abordagem do problema e suas soluções.

3. Permitir contato entre os pesquisadores da área, gestores de educação, governo e estudantes.

4. Contribuir para o desenho de uma agenda preliminar de ações educativas para desenvolvimento do tema em nível de graduação e pós- graduação na UnB.

--Inscrições: 13/ julho, das 17 às 18h - Para se inscrever, basta preencher o formulário de inscrição, assinar e levar pessoalmente ao local do evento. Link para o formulário de inscrição: http://www.unbcds.pro.br/IEETS/IEETS-Inscricao.doc

--Programa do evento: http://www.unbcds.pro.br/IEETS/IEETS-Programa.pdf

Informações: www.unbcds.pro.br/IEETS/
Prof. Edgard Costa Oliveira: ecosta@unb.br
Secretaria da FT - Valdelice: ftd@unb.br
Telefone (61) 3107 5656 (61) 3107 5656

Sobre a educação, a tecnologia e a democracia

EM JORNAL DA CIDADE - BAURÚ -OPINIÃO
21/07/2010.
Dentro de um sistema incapaz de impulsionar de modo significativo a educação, parece pouco provável que consigamos formas mais inteligentes de governo. A despeito dos modelos político-sociais contemporâneos que levam em conta um contingente de excluídos, talvez também não estejamos preparados para galgar evoluções na democracia, visto que essas ações ‘sociais’ não abarcam modelos efetivamente educacionais. Nem mesmo as novas tecnologias colocadas em situações protagonistas conseguirão tal posição. É uma visão restrita a ação de esperar que os mecanismos para solucionar as brechas digitais, por exemplo, possam resolver as brechas educacionais. Mesmo que as estatísticas apontem o alto índice brasileiro de permanência na internet, esses resultados possibilitam, em maior intensidade, os avanços em inúmeras atividades econômicas, mas estão distantes de indicarem uma evolução na crítica e no pensamento humano. O dado mais pontual que se verifica em relação às mídias digitais – na amplitude do termo - é a migração da vida para web: sejam os jornais, os relacionamentos, os negócios, os terrorismos, as propagandas políticas dos grupos de direita, de esquerda ou sem direção definida, o bullying, as artes (...). Enfim, toda a manifestação humana que migra para a rede, seja ela ética ou antiética, moral, imoral ou amoral passa a agregar o prefixo cyber. O acesso às mídias digitais pode estar “ao lado” para milhões, e gradativamente ‘socializada’ para outros milhões, entretanto, apenas o desenvolvimento cognitivo - proporcionado por poucas instituições de ensino possibilita transformar a informação em conhecimento.

A tarefa de anular as brechas educacionais é uma competência das políticas públicas de democracias evoluídas. Sem esse pré-requisito, as brechas se expandem e, por sua vez, estimulam a dependência de padrões políticos manipulatórios e persuasivos, são típicos de democracias que vislumbram mais o discurso do que a prática e que são favorecidas por uma educação superficial que ‘acata’ o controle e os favores financeiros.

Os discursos políticos apregoados não conseguirão - mesmo os mais honestos - se desprender da pieguice enquanto a sociedade manter um sistema educacional frágil, de pouco estímulo cognitivo, que enfraquece o espírito crítico da maior parte da população e que sustenta uma democracia parcial.


O autor, Renato Dias Baptista, é doutor em Comunicação pela PUC/SP, especialista em Gestão Pública (Unesp), docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Universidade Paulista - Unip