O que significa Transprojetação?

A Transprojetação é uma metodologia fundamentada nas obras de Edgar Morin e Michel Thiollent.
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cai em 18% o número de jovens eleitores no Brasil

PORTAL 24 HORAS NEWS
20/07/2010 - 20h25
Congresso em Foco
O número de jovens eleitores - entre 16 e 17 anos e que não são obrigados a votar - caiu 18% de 2008 e 2010. Segundo balanço do eleitorado apresentado nesta terça-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), eles representam 1,761% do total de eleitores habilitados a escolher candidatos nas eleições de outubro. Este é o menor percentual da jovens inscritos nas últimas três eleições. "Não há como determinar o que levou à queda. Isso demandaria um estudo. Mas há uma tendência das campanhas de esclarecimento de haver números maiores na faixa jovem", disse o assessor chefe da Corregedoria Eleitoral, Sérgio Cardoso.

Ao comparar os dados de 2006 e 2010, a queda foi menor, de 6,8%. Na última eleição presidencial, apresentaram-se para votar 2.566.391 jovens entre 16 e 17 anos. No ano seguinte, o número cresceu, passando para 2.923.591. Já neste ano, os inscritos chegaram a 2.391.352. No Brasil, o voto nesta faixa etária é opcional, tornando-se obrigatório somente a partir dos 18 anos.

Porém, os números apontam que o eleitorado brasileiro cresceu 8,5% entre a última eleição presidencial, há quatro anos, e 2010. Segundo o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, 135.804.433 pessoas estão habilitadas a exercer o direito do voto em outubro. "O eleitor se concentra na faixa de 25 a 34 anos e é do sexo feminino", afirmou o secretário de Tecnologia do TSE, Giuseppe Dutra Janino, ao dar uma noção do perfil do eleitorado do país. Segundo a corte eleitoral, não é possível dar mais detalhes, já que dados como escolaridade não são confiáveis. "Não existe a obrigação do eleitor em apresentar nível de escolaridade quando faz o primeiro título e nem de atualizá-lo", disse Cardoso.

Os números iniciais foram apresentados por Lewandowski. Segundo o ministro, o crescimento do eleitorado se mantém na faixa dos 4% nas últimas eleições. Em 2005, eram aproximadamente 125 milhões de pessoas, enquanto há dois anos chegou a 130 milhões. Como nos pleitos recentes, a maior parte dos eleitores são mulheres, que representam 51,8%. Os 48,2% são de homens. São Paulo continua como o maior colégio eleitoral do país, concentrando 23,3% do total. O estado é seguido por Minas Gerais (10,6%), Rio de Janeiro (8,5%) e Bahia (7%).
RJ 8,5%, BA 7%.

Argumentando ter outros compromissos, o presidente do TSE saiu da coletiva e deixou dois secretários para divulgar o restante dos dados e responder eventuais perguntas. De acordo com o secretário de Tecnologia, das 27 unidades da federação, somente Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima possuem percentual maior de homens votando. Proporcionalmente, o Distrito Federal tem o maior número de mulheres. Elas respondem por 53,625%% dos eleitores brasilienses. O valor absoluto pertence a São Paulo, com 15,7 milhões de eleitoras.

Sobre a educação, a tecnologia e a democracia

EM JORNAL DA CIDADE - BAURÚ -OPINIÃO
21/07/2010.
Dentro de um sistema incapaz de impulsionar de modo significativo a educação, parece pouco provável que consigamos formas mais inteligentes de governo. A despeito dos modelos político-sociais contemporâneos que levam em conta um contingente de excluídos, talvez também não estejamos preparados para galgar evoluções na democracia, visto que essas ações ‘sociais’ não abarcam modelos efetivamente educacionais. Nem mesmo as novas tecnologias colocadas em situações protagonistas conseguirão tal posição. É uma visão restrita a ação de esperar que os mecanismos para solucionar as brechas digitais, por exemplo, possam resolver as brechas educacionais. Mesmo que as estatísticas apontem o alto índice brasileiro de permanência na internet, esses resultados possibilitam, em maior intensidade, os avanços em inúmeras atividades econômicas, mas estão distantes de indicarem uma evolução na crítica e no pensamento humano. O dado mais pontual que se verifica em relação às mídias digitais – na amplitude do termo - é a migração da vida para web: sejam os jornais, os relacionamentos, os negócios, os terrorismos, as propagandas políticas dos grupos de direita, de esquerda ou sem direção definida, o bullying, as artes (...). Enfim, toda a manifestação humana que migra para a rede, seja ela ética ou antiética, moral, imoral ou amoral passa a agregar o prefixo cyber. O acesso às mídias digitais pode estar “ao lado” para milhões, e gradativamente ‘socializada’ para outros milhões, entretanto, apenas o desenvolvimento cognitivo - proporcionado por poucas instituições de ensino possibilita transformar a informação em conhecimento.

A tarefa de anular as brechas educacionais é uma competência das políticas públicas de democracias evoluídas. Sem esse pré-requisito, as brechas se expandem e, por sua vez, estimulam a dependência de padrões políticos manipulatórios e persuasivos, são típicos de democracias que vislumbram mais o discurso do que a prática e que são favorecidas por uma educação superficial que ‘acata’ o controle e os favores financeiros.

Os discursos políticos apregoados não conseguirão - mesmo os mais honestos - se desprender da pieguice enquanto a sociedade manter um sistema educacional frágil, de pouco estímulo cognitivo, que enfraquece o espírito crítico da maior parte da população e que sustenta uma democracia parcial.


O autor, Renato Dias Baptista, é doutor em Comunicação pela PUC/SP, especialista em Gestão Pública (Unesp), docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Universidade Paulista - Unip