O que significa Transprojetação?

A Transprojetação é uma metodologia fundamentada nas obras de Edgar Morin e Michel Thiollent.
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE com a Soft Systems Methodology e a Pesquisa-ação.



domingo, 22 de maio de 2011


Bem-vindos à au-aula

Renan França

Creche de Niterói lembra a máxima eternizada por um ex-ministro de que o cachorro é um ser humano como outro qualquer

Fernando Lemos

Os alunos chegam à escola com suas mochilas: atividades diárias
Theo, que tem 1 ano e 8 meses, desde pequeno segue um ritual metódico. De segunda a sexta, ele se levanta às 6h30 e pouco depois já está pronto para pegar a van escolar. No veículo, interage com os coleguinhas Xavier, Oliver, Fred, Dinho, Bruce e Laila. Difícil mesmo é ficar com o cinto afivelado. Ao desembarcarem, eles desfilam com suas mochilas e lancheiras para mais um dia de atividades. Os professores conferem a agenda de recados e servem o café da manhã, antes de iniciar as recreações. Theo é um golden retriever, e seus colegas, poodles, labradores, schnauzers, yorkshires e vira-latas, todos matriculados na creche Boa para Cachorro, no bairro de Pendotiba, em Niterói. Aberto há dois anos, esse espaço de “socialização” tem dez funcionários e uma área de 1 000 metros quadrados para a turma aproveitar. “Aqui eles têm uma rotina feliz e se tornam mais ativos, inteligentes e educados”, afirma a proprietária e adestradora Ana Paula Freitas.

É crescente no mercado pet a quantidade de produtos excêntricos e serviços especializados, duas categorias em que a creche se enquadra perfeitamente. Lá, o dia a dia não se limita à diversão. Depois de iniciar a jornada com muita correria, brincadeiras e um mergulho na piscina, a cachorrada passa para as atividades curriculares em si. Durante três horas, eles têm lições de adestramento e de como conviver com quadrúpedes e bípedes. Em seguida, encaram o agility, um circuito com obstáculos para melhorar a capacidade física — o equivalente às aulas de educação física da criançada. “Meu cachorro tinha preguiça até para comer. Ele ganhou disposição, e não tenho mais trabalho nem com a higiene dele”, diz Roberta Braga, uma das mamães da creche. Como ninguém é de ferro, os totós têm um intervalo para descansar até a refeição, servida pontualmente às 4 da tarde. No período da digestão, embalada por uma trilha sonora suave, alguns deles chegam a cochilar. Assim, todos ficam calmos à espera de sua vez no banho e de escovar os dentes com pasta de sabor morango, antes de ir para casa. Ao fim do semestre, os pais recebem um boletim com a evolução do aluno. Cobram-se 400 reais por mês — mal comparando, mais barato que nas boas creches para crianças na capital do estado. (Aliás, o sindicalista Rogério Magri, quando foi ministro no governo Collor, dizia exatamente isso da sua cachorra, que chegou a ser transportada em carro oficial: ela também seria um ser humano.) “A escola pode evitar que o cão fique sozinho o dia inteiro”, diz a presidente do Brasil Kennel Club, Márcia Carreira. “Mas ela não substitui o carinho do dono, que é fundamental para o bicho.” Exaustos depois de uma jornada lúdica de aprendizado, Theo e seus amigos retornam à condução. “Tem vezes em que eles nem querem voltar para casa”, diverte-se Ana Paula.

sábado, 14 de maio de 2011

Faltar comida que nada: o que falta é iniciativa e boa vontade dos ruralistas

Faltar comida que nada: o que falta é iniciativa e boa vontade dos ruralistas

ARQUEOLOGIA BRASILEIRA - POSTADO POR BENEDICTO HUMBERTO

Prazos apertados comprometem a arqueologia brasileira
O ritmo vertiginoso imposto aos projetos de desenvolvimento da Amazônia acabou criando um paradoxo na área de Arqueologia. Nunca houve tantos arqueólogos trabalhando, já que a legislação exige que estudos prévios sejam realizados nas áreas destinadas a grandes obras. No entanto, segundo o arqueólogo e pesquisador do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, Eduardo Góes Neves, os prazos são curtos demais e impedem um trabalho mais minucioso, de maior qualidade.
A Amazônia legal é, atualmente, palco de grandes investimentos públicos e privados em infra-estrutura. Usinas hidroelétricas, construção de gasodutos e o asfaltamento de rodovias que atravessam a floresta para conectar núcleos urbanos, são alguns dos exemplos. De acordo com Eduardo, apesar de serem importantes, esses projetos causam um grande impacto no patrimônio arqueológico.
“No caso específico do Rio Madeira, diversos grupos humanos ocuparam suas margens ao longo de milhares de anos. Essas áreas estão comprometidas porque serão alagadas com as barragens das usinas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, em um prazo estipulado de três anos”, conta o pesquisador. Isso obriga os arqueólogos a trabalharem contra o tempo para tentar coletar o máximo de informações antes que o patrimônio fique submerso. “Não é por incompetência dos arqueólogos, mas é humanamente impossível produzir conhecimento de qualidade em uma escala de tempo tão curta”, disse Eduardo.
Em 1995, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) concedeu sete licenças de pesquisa arqueológica em todo o país. No ano passado, foram quase mil. Eduardo se questiona sobre as condições em que esses projetos estão sendo fiscalizados.
Os maiores empregadores, atualmente, são a Petrobrás e a Vale, que não possuem arqueólogos em seu corpo técnico. Para cumprir com a legislação, contratam temporariamente profissionais de instituições de pesquisa, como a USP e o Museu Emilio Goeldi (PA), ou de empresas prestadoras de serviço.
Povos da Amazônia
A região é ocupada há mais de 12.000 anos por grupos humanos muito diversos. Com isso, existem milhares de sítios arqueológicos espalhados por toda a Amazônia, que indicam a existência de povoamentos permanentes, densos, hierarquizados e estáveis que transformaram os ecossistemas de forma sofisticada.
No livro “Quando o Amazonas corria para o Pacífico”, o ecólogo Evaristo Eduardo de Miranda afirma que resta pouca natureza intocada e não alterada pelos humanos na Amazônia. Entretanto, seja qual tenha sido o impacto sobre a flora e fauna do sistema de exploração praticado pelos indígenas, ele não implicava comprometimento da dinâmica hídrica, nem da qualidade das águas, nem o desaparecimento da floresta.
“Sabemos dos problemas que enfrentamos atualmente com o uso e ocupação do território amazônico. Talvez as populações que viveram no passado, na região, possam responder alguns dos nossos questionamentos. Mas o que fazer com tamanha riqueza arqueológica é o maior desafio”, diz Eduardo.
O critério utilizado pelos arqueólogos para trabalhar em uma área, se baseia em hipóteses levantadas anteriormente por outros pesquisadores. Por exemplo, desde a década de 70 foi proposto que a região próxima à Manaus, onde se localiza a confluência de três dos maiores rios amazônicos – Negro, Solimões e Madeira – devia ser uma área de presença humana muito antiga. “A hipótese de que a ocupação das áreas ribeirinhas teria levado à expansão demográfica de outras áreas da Amazônia me levou a estudar a região”, conta Eduardo.
O arqueólogo cita outro exemplo: a região de Rondônia. “Possivelmente foi onde, há 7.000 anos, ocorreu a domesticação da mandioca, planta econômica e simbolicamente muito importante”, relata o arqueólogo. A hipótese surgiu com a descoberta de uma espécie de planta selvagem muito parecida com a mandioca.
No entanto, muitas áreas da Amazônia nunca foram pesquisadas. “A parte do rio Juruá que desemboca no rio Amazonas, por exemplo, é desconhecida. Dessa forma, não temos condições sequer para formular hipóteses sobre a arqueologia do lugar e dar início às pesquisas”.
Interessante é lembrar que, apesar das limitações que sofreu ao longo das décadas com a falta de profissionais e investimento, a arqueologia genuinamente brasileira nasceu na Amazônia, por volta de 1870.
Autor: Manoela Meyer
Fonte: Carta Maior

Ambiente & sociedade - " Traditional populations" and natural resources protection in conservation units - postado por Conversa Sustentável

Conversa Sustentável

Ambiente & sociedade - " Traditional populations" and natural resources protection in conservation units
RINALDO ARRUDA

Este artigo analisa a pretensa oposição entre populações tradicionais e as necessidades de conservação dos recursos naturais, avaliando criticamente as características da política de preservação ambiental vigente no Brasil, centrada na criação de Unidades de Conservação de caráter restritivo à ocupação humana. Como superação dos equívocos deste modelo, o autor propõe outra via: a da inclusão da perspectiva das populações rurais no conceito de conservação e o investimento no reconhecimento de sua identidade, na legitimação de seu saber, na melhoria de suas condições de vida, na garantia de sua participação na construção de uma política de conservação da qual sejam também beneficiados.
Palavras-chave: política ambiental; unidades de conservação; populações indígenas; populações tradicionais.

Cristo Redentor amarelo marcará lançamento de campanha para redução de mortes no trânsito - postado por Hilda Roncato

Cristo Redentor amarelo marcará lançamento de campanha para redução de mortes no trânsito
Plantão | Publicada em 10/05/2011 às 16h08m




RIO - A Organização das Nações Unidas (ONU) lança, nesta quarta-feira, uma campanha mundial em favor das ações propostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para reduzir o número de vítimas do trânsito. De acordo com a OMS, o trânsito mata, por ano, 1,3 milhão de pessoas e deixa cerca de 50 milhões de feridos em todo o mundo. No Brasil, o lançamento ocorrerá às 18h, no Rio de Janeiro, quando o monumento do Cristo Redentor será iluminado de amarelo, cor de algumas placas do trânsito.
- É exatamente para celebrar esse lançamento mundial que o Cristo Redentor, a Torre Eiffel em Paris, a Muralha da China, Times Square em Nova York e outros pontos do mundo ficarão iluminados de amarelo - explicou o consultor da OMS no Brasil para a área de traumato-ortopedia, Marcos Musafir.
- Os números (de vítimas do trânsito) não estão caindo. Por isso, a OMS sensibilizou a ONU que, em março, definiu em assembleia geral, que o período entre 2011 e 2020 fo batizado "Década de Ações para Redução de Traumas no Trânsito - disse Musafir. A meta da organização é reduzir pela metade o número de mortes.
- A produção de veículos vai crescer, mas é preciso melhorar o transporte urbano, dar mais segurança ao usuário, principalmente o mais vulnerável, que são o pedestre, o ciclista e o motociclista. É preciso melhorar a atenção hospitalar e pré-hospitalar com a criação de centros de trauma. É preciso que leis sejam aplicadas, fortalecidas, e que a fiscalização atue bem - indicou o consultor da OMS.
Com base nessas diretrizes gerais, cada país poderá criar suas ações e aprimorar o ambiente do trânsito, de modo a deixá-lo mais seguro e mais saudável. Pesquisa feita pela OMS em 178 países, com base em dados de 2008, mostrou que mais de 90% das mortes decorrentes de acidentes no trânsito são registradas em países de baixo ou médio desenvolvimento e que metade dessas vítimas são pedestres, ciclistas ou motociclistas. Essa proporção é ainda maior nas economias mais pobres, diz o estudo.
Marcos Musafir informou que o Brasil, Rússia, Índia e China estão entre os oito países que mais registram mortes no trânsito em todo o mundo. O Brasil ocupa a oitava posição nesse rol. Isso ocorre, segundo o ortopedista, "porque ainda há uma certa negligência, uma certa displicência no cumprimento do Código de Trânsito. Não há respeito à velocidade, ainda se usa álcool e drogas e se dirige, não se usa totalmente o cinto de segurança, não há uma fiscalização muito efetiva".
Para ele, há uma grande parcela de responsabilidade do Poder Público.
- Se o Estado não der condições de locomoção adequada para a população, não pode cobrar multa ou pegar o dinheiro da multa e não utilizar de volta no trânsito - afirmou.
Essa é uma das recomendações da ONU, para que haja atenção na aplicação dos recursos advindos do trânsito, entre os quais, impostos sobre venda de carros, combustíveis e peças, além dos tributos sobre propriedade de veículos, as multas e as taxas de seguros.
A OMS prevê que em 2030 os traumatismos por acidentes de trânsito passarão a ser a quinta causa principal de mortalidade no mundo. Em 2004, eles ocupavam a nona posição no ranking.