O que significa Transprojetação?

A Transprojetação é uma metodologia fundamentada nas obras de Edgar Morin e Michel Thiollent.
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE com a Soft Systems Methodology e a Pesquisa-ação.



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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

X CBDMA faz ÚLTIMA CHAMADA: FALTAM APENAS 7 DIAS

X CBDMA faz ÚLTIMA CHAMADA para a submissão de trabalhos técnicos

A partir de hoje, dia 23 de setembro, falta apenas uma semana para o encerramento do prazo limite para que cientistas, professores, pesquisadores e alunos de pós-graduação submetam seus trabalhos técnicos à banca examinadora do X Congresso Brasileiro de Defesa do Meio ambiente, que acontecerá nos próximos dias 26 a 28 de outubro.
Os selecionados pelas bancas serão notificados até o dia 15 de outubro e poderão apresentar seus trabalhos durante os três dias de congresso. Os autores terão seus nomes publicados nos anais de um dos primeiros congressos acadêmicos a tratar da questão ambiental no Brasil, com um histórico de 3 décadas produzindo conhecimento científico em busca de um planeta mais saudável e de cidades mais sustentáveis.
As normas para a submissão de trabalhos podem ser acessadas através do link http://www.profixconsultoria.com.br/defesa_meio_ambiente_2011/dma2011_trabalhos_tecnicos.htm. Em caso de dúvida, entre em contato com a secretaria do X CBDMA pelo telefone 21 2178-9256 ou pelo email xcbdma@clubedeengenharia.org.br.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Curso de Circulação Atmosférica na América do Sul

Cursos em Meio Ambiente - Instituto Ecológico Aqualung

Curso de Circulação Atmosférica na América do Sul

Carga Horária: 18 horas/aula

Data das aulas: 04 e 11 de julho de 2011 (duas segundas-feiras seguidas)

Programa

O propósito do curso é analisar dois dos principais fenômenos atmosféricos que ocorrem na América do Sul (Zonas de Convergência do Atlântico Sul e do Jato de Baixos Níveis ao Leste dos Andes) com vistas a compreender o problema do abastecimento de água precipitável na Região Sudeste, especialmente no Estado de São Paulo e Rio de Janeiro; as implicações das Mudanças Climáticas Globais neste processo e as consequências da disponibilidade hídrica para floresta amazônica. Com o emprego de recursos multimídia (animações computadorizadas, fotos de satélites, mapas e gráficos) bem como material bibliográfico, o curso pretende oferecer conhecimentos básicos sobre importantes fenômenos atmosféricos que estão diretamente relacionados ao abastecimento de água em regiões altamente dependentes dela para o setor industrial e para a conservação da área florestada amazônica.

Conteúdo - Circulação Geral Atmosférica; Análise do Modelo de circulação da NOAA NCAR ccm3; Análise de fotos de satélite do CPTEC INPE para vapor d’água na América do Sul e animações feitas a partir destas fotos; Comparação com Modelos Regionais de linhas de corrente e magnitude do vento do CPTEC/INPE/MCT; Transporte de vapor d’água da Amazônia para a América do Sul, incluindo as regiões do Brasil por meio do Jato de Baixos Níveis ao Leste dos Andes (SALLJ); Transporte de água proveniente do Oceano Atlântico para a Região Sudeste e o reabastecimento dessa massa de ar úmido pela evaporação e evapotranspiração da floresta amazônica e do Pantanal Mato-grossense (ZCAS).

Público Alvo

Curso de extensão na área ambiental de grande utilidade para profissionais da área de meio ambiente em geral, especialmente geografia; meteorologia, engenharia ambiental que possuam conhecimentos básicos de circulação atmosférica, ciclo da água, geografia.

Professora: Laura Pereira de Melo - Graduação em Museologia (UNIRIO), Geografia e Meio Ambiente (PUC); Especialização em Gestão Ambiental (UFRJ); Mestrado em Filosofia (PUC); Extensão universitária em Cartografia (PUC); Pesquisadora no Projeto Rios Voadores; Auxiliar de pesquisa na Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) na área de Mudanças Climáticas; Participação na equipe de elaboração do Workshop Emissão de Metano por Reservatórios de Hidrelétricas para a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável – FBDS.

sábado, 14 de maio de 2011

ARQUEOLOGIA BRASILEIRA - POSTADO POR BENEDICTO HUMBERTO

Prazos apertados comprometem a arqueologia brasileira
O ritmo vertiginoso imposto aos projetos de desenvolvimento da Amazônia acabou criando um paradoxo na área de Arqueologia. Nunca houve tantos arqueólogos trabalhando, já que a legislação exige que estudos prévios sejam realizados nas áreas destinadas a grandes obras. No entanto, segundo o arqueólogo e pesquisador do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, Eduardo Góes Neves, os prazos são curtos demais e impedem um trabalho mais minucioso, de maior qualidade.
A Amazônia legal é, atualmente, palco de grandes investimentos públicos e privados em infra-estrutura. Usinas hidroelétricas, construção de gasodutos e o asfaltamento de rodovias que atravessam a floresta para conectar núcleos urbanos, são alguns dos exemplos. De acordo com Eduardo, apesar de serem importantes, esses projetos causam um grande impacto no patrimônio arqueológico.
“No caso específico do Rio Madeira, diversos grupos humanos ocuparam suas margens ao longo de milhares de anos. Essas áreas estão comprometidas porque serão alagadas com as barragens das usinas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, em um prazo estipulado de três anos”, conta o pesquisador. Isso obriga os arqueólogos a trabalharem contra o tempo para tentar coletar o máximo de informações antes que o patrimônio fique submerso. “Não é por incompetência dos arqueólogos, mas é humanamente impossível produzir conhecimento de qualidade em uma escala de tempo tão curta”, disse Eduardo.
Em 1995, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) concedeu sete licenças de pesquisa arqueológica em todo o país. No ano passado, foram quase mil. Eduardo se questiona sobre as condições em que esses projetos estão sendo fiscalizados.
Os maiores empregadores, atualmente, são a Petrobrás e a Vale, que não possuem arqueólogos em seu corpo técnico. Para cumprir com a legislação, contratam temporariamente profissionais de instituições de pesquisa, como a USP e o Museu Emilio Goeldi (PA), ou de empresas prestadoras de serviço.
Povos da Amazônia
A região é ocupada há mais de 12.000 anos por grupos humanos muito diversos. Com isso, existem milhares de sítios arqueológicos espalhados por toda a Amazônia, que indicam a existência de povoamentos permanentes, densos, hierarquizados e estáveis que transformaram os ecossistemas de forma sofisticada.
No livro “Quando o Amazonas corria para o Pacífico”, o ecólogo Evaristo Eduardo de Miranda afirma que resta pouca natureza intocada e não alterada pelos humanos na Amazônia. Entretanto, seja qual tenha sido o impacto sobre a flora e fauna do sistema de exploração praticado pelos indígenas, ele não implicava comprometimento da dinâmica hídrica, nem da qualidade das águas, nem o desaparecimento da floresta.
“Sabemos dos problemas que enfrentamos atualmente com o uso e ocupação do território amazônico. Talvez as populações que viveram no passado, na região, possam responder alguns dos nossos questionamentos. Mas o que fazer com tamanha riqueza arqueológica é o maior desafio”, diz Eduardo.
O critério utilizado pelos arqueólogos para trabalhar em uma área, se baseia em hipóteses levantadas anteriormente por outros pesquisadores. Por exemplo, desde a década de 70 foi proposto que a região próxima à Manaus, onde se localiza a confluência de três dos maiores rios amazônicos – Negro, Solimões e Madeira – devia ser uma área de presença humana muito antiga. “A hipótese de que a ocupação das áreas ribeirinhas teria levado à expansão demográfica de outras áreas da Amazônia me levou a estudar a região”, conta Eduardo.
O arqueólogo cita outro exemplo: a região de Rondônia. “Possivelmente foi onde, há 7.000 anos, ocorreu a domesticação da mandioca, planta econômica e simbolicamente muito importante”, relata o arqueólogo. A hipótese surgiu com a descoberta de uma espécie de planta selvagem muito parecida com a mandioca.
No entanto, muitas áreas da Amazônia nunca foram pesquisadas. “A parte do rio Juruá que desemboca no rio Amazonas, por exemplo, é desconhecida. Dessa forma, não temos condições sequer para formular hipóteses sobre a arqueologia do lugar e dar início às pesquisas”.
Interessante é lembrar que, apesar das limitações que sofreu ao longo das décadas com a falta de profissionais e investimento, a arqueologia genuinamente brasileira nasceu na Amazônia, por volta de 1870.
Autor: Manoela Meyer
Fonte: Carta Maior