UMA METODOLOGIA PARA COMBATER A CORRUPÇÃO E PARA PROSPERAR O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NAS ORGANIZAÇÕES - ENSINA OS GESTORES A TOMAREM DECISÕES SUSTENTÁVEIS EM UM MUNDO COMPLEXO.
O que significa Transprojetação?
A Transprojetação é uma metodologia fundamentada nas obras de Edgar Morin e Michel Thiollent.
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE com a Soft Systems Methodology e a Pesquisa-ação.
sábado, 31 de agosto de 2013
Conversa Sustentável: Convite - Lançamento do livro Ciência e Tecnologia...
Conversa Sustentável: Convite - Lançamento do livro Ciência e Tecnologia...: No dia 30 de agosto, durante o @CiiS 2013 termos o lançamento do livro Ciência e Tecnologia como Vetores para Sustentabilidade. O objeti...
sábado, 27 de julho de 2013
3ª Enquete CiiS: reforma universitária e sustentabilidade
No entanto, não existe um debate muito aberto sobre este tema. Na França, o filósofo Michel Serres, acredita que deve haver um programa comum para todas as disciplinas, ou seja uma grande narrativa comum de todas a ciências, e nas humanas, um mosaico de conhecimento, criando assim uma unidade de saberes. A nossa terceira enquete aborda exatamente esta questão. Veja a abaixo:
Como introduzir conceitos de sustentabilidade nas grades curriculares do ensino superior?
- Introduzir disciplina(s) sobre sustentabilidade em cada área de conhecimento (57%, 4 Votes)
- Fazer uma profunda reforma em todos as áreas de conhecimento para buscar a maior transdiciplinaridade possível (57%, 4 Votes)
- Reformar os currículos de cada área de conhecimento para introduzir conceitos de sustentabilidade nas ementas de todas a disciplinas (43%, 3 Votes)
- Introduzir um ano de estudo comum sobre ciências naturais, ciências humanas, ciências políticas em todas as áreas de conhecimento (43%, 3 Votes)
- Não é preciso mexer nos currículos de graduação, pois a oferta de cursos de extensão e pós-graducação suprem esta necessidade (0%, 0 Votes)
- Não é preciso mexer nos currículos de graduação, pois o mercado oferece esta especialização nas empresas (0%, 0 Votes)
sexta-feira, 26 de julho de 2013
PRÓLOGO - CAMINHOS MARXIANOS - CONTINUAÇÃO
"Estes textos, continua Morin, tem início na época de Arguments, quando o fato de adotar ou rejeitar o rótulo de marxista me parecia secundário. Entretanto, não houve então ruptura relativamente à época anterior em que me reconhecia marxista. Com efeito, meu marxismo era singularmente aberto, como testemunha L'Homme et la mort, escrito em 1948-50. Eu aí integrava a contribuição de diversas ciências humanas, o pensamento de Freud, Rank, Ferenczi, Jung, e alimentava-me de Heidegger e Sartre. Meu marxismo era caracterizado justamente por este traço integrador que visava apreender a multidimensionalidade do problema humano da morte; buscava uma "totalidade" que não fosse aditiva. Foi durante a caminhada de Arguments, que liguei minha inspiração à "totalidade" com a consciência adorniana, complementar e contraditória, de que a totalidade é a não-verdade.
Meu marxismo era de fato o de hegeliano-marxista no sentido de que ele não rompia com a filosofia (diferentemente de Naville e depois Althusser), mas não permanecia somente na filosofia. Sou fiel, mais que nunca, a esta concepção e toda a minha obra tenta ilustrá-la e desenvolvê-la.
Entretanto, cada vez mais fui percebendo que, doravante, Marx tornava-se para mim uma estrela, de primeira grandeza certamente, mas em meio a outras, numa rica constelação de pensadores tanto passados quanto contemporâneos.
"Ultrapassei" Marx integrando-o e não desintegrando,ainda que esta integração necessitasse de um certo deslocamento da estrutura de conjunto que assegurasse a coerência do sistema. "Completei" Marx onde julguei que havia carência e insuficiência, mas indo além de um neo ou pós-marxismo: precisava elaborar aquilo que, a partir de 1980, pude chamar de pensamento complexo. A "ultrapassagem" do marxismo continua a ser uma das vias para chegar ao pensamento complexo." (Os grifos são nossos) Edgar Morim (2002)
Observem que sem o conhecimento das obras de Marx e Edgar Morin, hoje, não há como se resolver os problemas do mundo. O que mais ouvimos dos políticos e gestores públicos e privados é a questão da situação atual, em que os mesmos se defrontam com a tal da alta complexidade. Na verdade, tudo foi "reduzido" à alta complexidade, como se fosse sinônimo de: "não temos como resolver isso", e por assim dizer: fica por isso mesmo...
O olhar desses gestores precisa se colorir com esse aprendizado, não há o que temer, ele existe para ser compreendido e não rechaçado, este aprendizado está aqui para ser utilizado. Desde 1980 que Morin tem se debruçado nessa questão - já se vão 33 anos e não existem aplicadores desses conceitos no nosso cotidiano psico-socio-cultural-ambiental.
Os problemas transbordam e não cessam, se acumulam sem se cumular, viram curvas para a direita e para a esquerda incessantemente, mas na verdade, não saem do mesmo lugar. Como eu sempre tenho dito é um círculo vicioso de mesma dimensão, que precisarão de diversos saltos quânticos, para trocarmos este círculo vicioso por círculos virtuosos, mesmo que estejamos no mesmo eixo de aprendizado, mas sem perdermos a direção de onde queremos chegar... Até aqui avançamos? Por que não?
Creio que quando atingirmos a evolução pretendida por Deus, não haverá morte, mas sim plenitude e descanso, pois a mudança se dará em nós mesmos, continuamente, sem que precisemos nascer e renascer coercitivamente e desesperadamente.
Meu marxismo era de fato o de hegeliano-marxista no sentido de que ele não rompia com a filosofia (diferentemente de Naville e depois Althusser), mas não permanecia somente na filosofia. Sou fiel, mais que nunca, a esta concepção e toda a minha obra tenta ilustrá-la e desenvolvê-la.
Entretanto, cada vez mais fui percebendo que, doravante, Marx tornava-se para mim uma estrela, de primeira grandeza certamente, mas em meio a outras, numa rica constelação de pensadores tanto passados quanto contemporâneos."Ultrapassei" Marx integrando-o e não desintegrando,ainda que esta integração necessitasse de um certo deslocamento da estrutura de conjunto que assegurasse a coerência do sistema. "Completei" Marx onde julguei que havia carência e insuficiência, mas indo além de um neo ou pós-marxismo: precisava elaborar aquilo que, a partir de 1980, pude chamar de pensamento complexo. A "ultrapassagem" do marxismo continua a ser uma das vias para chegar ao pensamento complexo." (Os grifos são nossos) Edgar Morim (2002)
Observem que sem o conhecimento das obras de Marx e Edgar Morin, hoje, não há como se resolver os problemas do mundo. O que mais ouvimos dos políticos e gestores públicos e privados é a questão da situação atual, em que os mesmos se defrontam com a tal da alta complexidade. Na verdade, tudo foi "reduzido" à alta complexidade, como se fosse sinônimo de: "não temos como resolver isso", e por assim dizer: fica por isso mesmo...
O olhar desses gestores precisa se colorir com esse aprendizado, não há o que temer, ele existe para ser compreendido e não rechaçado, este aprendizado está aqui para ser utilizado. Desde 1980 que Morin tem se debruçado nessa questão - já se vão 33 anos e não existem aplicadores desses conceitos no nosso cotidiano psico-socio-cultural-ambiental.
Os problemas transbordam e não cessam, se acumulam sem se cumular, viram curvas para a direita e para a esquerda incessantemente, mas na verdade, não saem do mesmo lugar. Como eu sempre tenho dito é um círculo vicioso de mesma dimensão, que precisarão de diversos saltos quânticos, para trocarmos este círculo vicioso por círculos virtuosos, mesmo que estejamos no mesmo eixo de aprendizado, mas sem perdermos a direção de onde queremos chegar... Até aqui avançamos? Por que não?
Creio que quando atingirmos a evolução pretendida por Deus, não haverá morte, mas sim plenitude e descanso, pois a mudança se dará em nós mesmos, continuamente, sem que precisemos nascer e renascer coercitivamente e desesperadamente.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Nação brasileira quer um estado que seja presente e atuante por Saturnino Braga
CONJUNTURA
19/07/2013 - 23:01:09
Desde o último dia 17 de junho, o ex-senador Roberto Saturnino Braga
é o novo presidente do Centro Internacional Celso Furtado, instituição
inspirada no grande pensador brasileiro para a questão do
desenvolvimento. Saturnino destaca que o Brasil vive momento ímpar,
inclusive pelas manifestações de rua, estando em condições de chegar ao
bicentenário, em 2022, como grande interlocutor dos Brics (grupo de
países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do
Sul) para uma nova ordem mundial.
Para ele o Estado deve liderar o investimento, mas ressalva que
atualmente o grande desafio dos chamados “desenvolvimentistas”, que
priorizam a distribuição de renda, é também contemplar, no âmbito desta
prioridade, a questão da inflação, sob pena de perder apoio da
sociedade. "Os desenvolvimentistas do passado, na sua querela com os
monetaristas, costumavam dar pouca importância à inflação. Ou seja, a
inflação não era encarada com a mesma prioridade do investimento”,
comenta.
Por que Celso Furtado não foi contemplado com um Prêmio Nobel?
Celso foi nosso grande pensador desenvolvimentista. Figura
extraordinária que não ganhou o Premio Nobel por um preconceito contra o
Brasil que ainda existe, apesar de que após a eleição de Lula esta
imagem de que não seria um país sério, começou a mudar. O Brasil
conseguiu um certo êxito no desenvolvimento econômico, no contexto da
América Latina, e recentemente vive o êxito político da democracia.
Historicamente, isto é muito incomum. Celso foi dos primeiros pensadores
a valorizar a dimensão cultural do desenvolvimento. Ultimamente, ele
estava também recuperando a dimensão política desse desenvolvimento,
enquanto processo que resulta das exigências da sociedade, e não do
mercado.
Qual sua expectativa com relação ao Centro Celso Furtado no futuro próximo?
A vocação do Centro é continuar pesquisando e debatendo, formulando,
discutindo sobre o desenvolvimento na sua nova visão, que incorpora o
social, o cultural e também o político. Por coincidên-cia, o Brasil está
vivendo momento em que o político está clamando nas ruas. Já
aconteceram outros clamores no passado, mas voltados para eleições
diretas, derrubada de governantes corruptos. Agora as manifestações
exigem audiência do povo, não é por acaso que não têm objetivos claros.
Apenas “queremos democracia na qual sejamos ouvidos”. Nossos
representantes perderam represen-tatividade, o que aliás é um fenômeno
mundial, pois a democracia representativa carece de aperfeiçoamento.
No Brasil de hoje o povo quer serviços públicos padrão Fifa e não
estádios. Temos um caminho para um novo desenvolvimento, que está a
pedir formulações, estudos, racionalizações. Esta é a meu ver a missão
do Centro. Estou muito entusiasmado.
Como superar o neoliberalismo, que tem sido hegemônico nas últimas décadas?
O Brasil rejeitou o neoliberalismo em 2002. A eleição de Lula tem
claramente esse clamor pelo resgate do papel do Estado, que é uma
representação política, ao contrário do mercado. A retomada da presença
do Estado significa que a nação brasileira quer um desenvolvimento e um
processo político no qual o Estado esteja atuante, direta e
indiretamente ordenando as prioridades da economia.
Muitos criticam os governos do PT por terem, de certa forma, frustrado essas expectativas...
Sim, mas estou há 50 anos na vida pública e aprendi que política é
negociação. É preciso ter atenção na viabilidade política das propostas.
Lula percebeu isso e logo avisou que não veio fazer revolu-ção, mas um
novo arranjo político. A esquerda cobra mais, porém Lula chamou Henrique
Meirelles para presidir o Banco Central como garantia para fazer
programas de distribuição, retomada do planejamento. Fez essa negociação
implícita e avançou onde pensou que poderia avançar. Poderia talvez ter
ido mais adiante, mas certamente se lembrou de João Goulart e Salvador
Allende. Já Dilma tem pouco gosto pela política. É competente e séria,
mas tem uma linha mais tecnocrática.
Nas cinco medidas propostas por Dilma após as manifestações, logo a
primeira aponta para a manutenção do arrocho fiscal e das metas de
inflação. Isto combinado com a liberalização financeira não nos deixa
sem autonomia para formular políticas?
Sim. Está faltando essa dimensão política de negociar para continuar
avançando no sentido de ter o controle nacional, do Estado e da
sociedade, no processo econômico.
E como isto é possível sem gastar, sem administrar o câmbio?
O período grande de câmbio supervalorizado corroeu muito a
competitividade industrial brasileira. Depois veio a reação contrária,
subida rápida do dólar, que fará bem à indústria, mas no curto prazo
prejudica o lado social, que também é fundamental. O projeto político de
Lula e Dilma prioriza fortemente a questão social. Então há que haver
atenção redobrada sobre a inflação para não eliminar o impacto positivo
da distribuição de renda. Dilma está vivendo esse: não admitir que a
inflação possa corroer os ganhos sociais e, por outro lado, manter um
mínimo de capacidade de investimento do Estado, que é muito baixa.
Há exagero na aposta do governo no consumo?
Esse erro vem desde o final do governo Lula: apostar demais no
consumo e dar pouca importância ao investimento, que é crucial. O Brasil
tem uma história, um comportamento empresarial muito ligado à cultura
do comando do Estado. Se este não investe, o empresariado não vai atrás.
Então, o Estado não pode reprimir o investimento. Precisa ousar um
pouco mais para chamar o empresariado a investir. Este balanço entre o
investimento do Estado e a contenção da inflação resultante da alta do
dólar é o dilema vivido por Dilma.
Os países que comandam a economia mundial estão presos ao
conservadorismo. Qual o grau de liberdade atualmente para novas
formulações desenvolvimentistas?
Dos Brics deve surgir o novo rumo para a economia e a política
mundiais. A China tem muito a dizer, mas é um mistério para nós. A
Rússia também tem muito a dizer, por ser uma potência, mas ainda guarda
muita ligação histórica com a Guerra Fria. A Índia é outra potência
cultural e histórica, mas ainda tem uma enorme bolsa de miséria. A
África do Sul terá muito a falar em nome do continente africano, que
ficou à margem da história, mas sob o ponto de vista de cultura e
tecnologia está muito aquém. Então, nos Brics, creio que o país que pode
falar mais é o Brasil, por sua história relativamente vitoriosa de
desenvolvimento e que encontrou o caminho democrático. Ainda mais agora,
com o povo na rua.
Existe dilema entre aproximação comercial com o Mercosul e a busca de mercados mais desenvolvidos para nossas exportações?
É um falso dilema. Os mercados tradicionais hoje não têm nada a
oferecer de animador. O regional ainda tem. Desenvolver esse potencial
me parece muito mais propício, sem desprezar o tradicio-nal. Mas outro
mercado que está surgindo é a África, que está num momento de ascensão. O
Brasil está cuidando disso e tem identidade cultural e histórica com os
africanos.
Infelizmente a América Latina perdeu o México, para quem só resta
reivindicar anexação aos EUA, já que perdeu a autonomia. Mas o resto da
América Latina tem essa situação especial: ficou sempre na periferia,
mas uma periferia que costuma suceder o poder central. Os gregos foram
periferia dos persas, os romanos foram periferia dos gregos. Neste
momento a América Latina está ganhando dimensão, não digo para ser
hegemonia, mas para ter capacidade de apontar novos rumos para o mundo.
Rogério Lessa
quarta-feira, 24 de julho de 2013
PRÓLOGO - CAMINHOS MARXIANOS - Em busca dos fundamentos perdidos (Edgar Morin, 2002)
Dando continuidade a este livro fantástico de Edgar Morin, que reúne uma sequencia de cinco textos, onde os três primeiros apareceram pela primeira vez na revista Arguments, entre 1957 e 1962; o quarto, em Les Cahiers du Centre d'Étdes Socialistes, no final de 1963; o último, em Le Monde, nos anos 80. Morin destaca que se acha distanciado deles, mas neles se reencontra, e continua o autor:"Distanciei-me deles, principalmente, porque careciam de certos conceitos que, desde os anos 70, tornaram-se para mim indispensáveis: o de dialógica substituindo a dialética, o de circuito recursivo, o de princípio hologramático e, enfim, o conceito de complexidade.
Todavia, neles me reencontro, nada tendo a renegar ou rejeitar, senão algumas vezes, e tão-somente corrigir a expressão ou complementar."
1. dialógica substituindo a dialética, o
2. circuito recursivo, o
3. princípio hologramático e, enfim, o conceito de complexidade.
Para aqueles que estão iniciando nos estudos da Teoria da Complexidade, são conceitos que percorrerão toda a obra de Edgar Morin, entre muito outros conceitos, que são hoje fundamentais para o entendimento do mundo atual.
Nesta obra em especial, Morin tece com toda a sua teoria e vivência naquela época, o entendimento e a diferença entre Marx e os marxistas....
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