O que significa Transprojetação?

A Transprojetação é uma metodologia fundamentada nas obras de Edgar Morin e Michel Thiollent.
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE com a Soft Systems Methodology e a Pesquisa-ação.



domingo, 21 de julho de 2013

EM BUSCA DOS FUNDAMENTOS PERDIDOS - EDGAR MORIN





"Os marxistas são o que acreditam ser? Não há uma ideologia marxista que se teria formado como uma espécie de crosta sobre uma realidade que ela quer mascarar? Em outras palavras, creio que existem em Marx, no método de Marx, todas as possibilidades para colocar questões verdadeiramente decisivas aos diferentes marxismos que se enrijeceram. Neste sentido, considero que há um recurso necessário: recurso ao método, retorno ao espírito de Marx como ataque crítico ao sistema marxista."
Edgar Morin (2002) - Em busca dos fundamentos perdidos: textos sobre o marxismo.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O problema da saúde e a teoria da complexidade

 Hoje de manhã ouvindo a rádio CBN, como sempre faço, prestei bastante atenção em uma reportagem sobre os planos de saúde. Problema recorrente, com as mesmas situações conhecidas daqueles que utilizam o SUS.
De um lado um governo que tenta impor a todo o custo, a qualidade dos serviços desses planos de saúde, e de outro, o total descompromisso desses planos de saúde com a realidade atual.
Mas, quais são as causas dos problemas que estamos enfrentando hoje?
1. Aumento da população, sem se quer ser observado pelos gestores dos planos de saúde, pois estes deveriam minimamente, realizar planejamentos estratégicos, para de alguma forma prever o que poderá acontecer em um futuro próximo, ou não muito próximo - OBRIGAÇÃO PRIMEIRA;
2. Lucro a qualquer preço, pagando pouco aos seus médicos, sem investimento em infraestrutura de pessoal, treinamento, tecnologia de informação etc;
3. Por outro lado o Governo e suas Agências, tentando fazendo a sua parte, criando normas de proteção quanto ao tempo para marcação de consulta, tempo do médico com cada paciente etc; mas lentíssimos na hora de fiscalizar e cobrar as multas que devem ser cobradas, rapidamente e sem demora, ocasionando desmoralização no sistema e mantendo os seus consumidores (clientes) sem proteção imediata;
4. Escolas de Medicina fraquíssimas, fazendo com que um médico não consiga aprender fisiologia, disciplina fundamental, e por isso, exigindo do paciente uma infinidade de exames tecnológicos, muitas vezes desnecessários, entupindo as agendas dos laboratórios;
Enfim, somente essas quatro causas já seriam suficientes para que algum "ser especial" as entendessem e formulassem soluções para estas causas, sem demora.
Mas há o hábito viciado de apontar sempre as suas consequências sem se quer, se preocuparem com a aplicação dos elementos necessários para a regulação desse sistema complexo, que deve ser tratado com responsabilidade e visão de mundo sustentável: melhorar a educação; exigir respeito as regras ou punição, com fiscalização constante; abolir jeitinhos e "amizades de interesse"/corrupção, são alguns caminhos que devem ser considerados.


 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O mundo perdeu a esperança? Retirado de Conversa Sustentável


(Entrevista de Edgard Assis Carvalho publicada na Revista Filosofia - Ciência & Vida, 83, junho de 2013)
 
Edgar Morin é, se dúvida, um dos intelectuais mais provocadores e relevantes da atualidade. Por esse motivo, ele é alvo do curso O pensamento de Edgar Morin – complexidade, integração e esperança, ministrado pelo professor Edgard de Assis Carvalho, tradutor das obras do filósofo no Brasil. As aulas, que vão até 13 de junho, na Associação Palas Athena, abordam a obra e a contribuição significativa de Morin para a humanidade. Entre os temas preferidos do antropólogo, sociólogo e filósofo francês destaca-se  a promoção de um mundo mais ético e justo, questão marcante a todo seu pensamento. Em sua trajetória, Morin integra diversas áreas do conhecimento para traçar os rumos das transformações indispensáveis nas esferas sociais, políticas e culturais. O curso tem como base algumas obras, entre elas A via para o futuro da humanidade, que analisa o tema tangenciando as relações sociais, a reforma da Educação, os problemas cotidianos e a necessidade da Ética em todas as dimensões humanas. Edgard de Assis Carvalho também é professor titular de Antropologia de Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), coordenador do Núcleo de Estudos da Complexidade (Complexus) e representante da Cátedra Itinerante da Unesco Edgar Morin. Possui trabalhos, livros, artigos, orientações de dissertações e teses na área de Antropologia Contemporânea e Antropologia dos Sistemas Complexos. Ele abora, para Filosofia, aspectos do curso e da obra de Edgar Morin.
FILOSOFIA: O curso aborda algumas das obras de Edgar Morin, entre elas A via para o futuro da humanidade, que analisa aspetos das relações sociais, problemas cotidianos e a necessidade da Ética em todas as dimensões. Como ele enxerga o futuro da humanidade?
CARVALHO: A via tem como mote o adágio latino sparsa colligo, que quer dizer “eu reúno o disperso”. A construção de uma via para o futuro implica um conjunto de reformas: do indivíduo, da sociedade, da Política, da Educação. Essas vias reformadoras podem desaguar numa via capaz de garantir um futuro sustentável para as gerações do presente e do futuro. Na abertura do livro está previsto um segundo volume, uma enciclopédia inacabada dos saberes, a ser escrito por múltiplas vozes que se juntarão ao texto original para ampliá-lo, redimensioná-lo e, até mesmo, criticá-lo.
FILOSOFIA: A obra de Edgar Morin é baseada, essencialmente, na promoção de um mundo mais ético e justo, integrando inúmeras áreas do conhecimento para traçar os rumos das transformações nas esferas sociais, políticas e culturais. De acordo como o pensamento filosófico e na sua visão, em que estágio se encontra a relação da Ética com o mundo nesse cenário tão heterogêneo de crises e conflitos?
CARVALHO: A obra é vasta demais e seu objetivo não pode ser reduzido à busca de um mundo mais ético e justo, pois a diversidade temática da obra é demasiado ampla. Existem questões de natureza filosófica e epistêmica a serem levadas em conta e isso, desde seu primeiro livro – O ano Zero da Alemanha –, publicado em 1946. O conjunto totaliza mais de 65 livros, sem falar nos comentadores e decifradores de suas ideias e proposições, dentre as quais me incluo. Fala-se muito do pensamento complexo e poucos são aqueles que se dedicam ao estudo dos seis volumes de O método, publicados entre 1977 e 2004. A Ética está presente na obra como um todo. Envolve o entrelaçamento, ao mesmo tempo, complementar e antagônico da Ética em si, da sociedade, da espécie. Em Rumo ao abismo? há uma afirmação fundamental: diante de um sistema-mundo repleto de contradições só existem duas possibilidade: a autodestruição ou a metamorfose. Claro que Edgar Morin aposta na segunda. Sabemos que o futuro nunca está dado de antemão e cabe a todos nós recriá-lo a todo momento, para que crises e conflitos possam ser superados.
FILOSOFIA: A intolerância (religiosa, política, comportamental etc.) é uma das características mais marcantes do mundo moderno. Com base em Morin, como pensar uma Ética quando o que se observa é o recrudescimento da violência nos principais polos mundiais de conflito? Como analisar, por exemplo, o recente atentado em Boston?
CARVALHO: A intolerância é visível em toda parte, principalmente nas condições atuais da mundialização. Parece que o mundo perdeu a esperança e o que vale agora é insignificância das relações humanas. O mal-estar na civilização diagnosticado por Freud em 1930 ampliou-se de modo incontrolado. Reverter esse processo requer a reativação do princípio-esperança, uma ideia original de Ernst Bloch retomada em recente ensaio de Edgar Morin, escrito com Stéphane Hessel, intitulado O caminho da esperança. Falecido nesse ano, Hessel foi um dos subscritores da Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, e o autor de um livro que correu o mundo intitulado Indignai-vos. O Brasil não se deu conta da importância do livro. Penso que Boston pode ser visto nesse prisma. O núcleo do poder americano converte-se no alvo preferencial dessa confrontação em que a violência mimética se amplia. Basta olhar a safra cinematográfica atual – Homem de Ferro 3, Invasão à Casa Branca, Chamada de Emergência – para perceber a fragilidade do poder e a inconsistência da Política. Desde O cinema ou o homem imaginário, publicado em 1956, Morin havia diagnosticado a força cognitiva das imagens cinematográficas. Os filmes acima referidos são exemplos disso, sintomas de algo mais profundo, inconsciente, que rege a Biopolítica contemporânea. Costuma-se dizer que sociedades que perderam o sentido dos valores universais apelam para um vale-tudo particularista, que exibe o rompimento dos pactos sociais que regem as culturas humanas.
FILOSOFIA: Educação é uma preocupação recorrente nos trabalhos de Morin. O que você destacaria da obra do autor em relação a esse aspecto?
CARVALHO: No final do segundo mandato de François Mitterand, o então ministro da Educação nacional, Claude Allègre, solicitou a Edgar Morin que coordenasse o projeto da reforma do ensino médio. Em vez de começar por uma mera recomposição de currículos, foi proposto um simpósio intitulado A religação dos saberes, em que seriam discutidos metatemas: natureza, vida, terra, homem, história, conhecimento, cultura adolescentes. A partir daí foi construído um texto-base bastante utilizado no Brasil, Os sete saberes necessários à Educação do futuro – que não são disciplinas, mas pontos de partida que deveriam reger a totalidade curricular: erro, incerteza, totalidade, Ética. Claro que a rejeição corporativa e sindical impediu a implantação da reforma que foi abortada nos governos posteriores. Em Fortaleza, em 2011, com a presença de Edgar Morin, aconteceu um grande encontro intitulado Os sete saberes necessários à Educação do presente, em que foram analisadas as ressonâncias atuais do projeto original aqui no Brasil. Como resultado, elaborou-se a Carta da Fortaleza, na qual se reafirmam as atitudes transdisciplinares, que devem reger o ensino e a pesquisa, e isso em todos os níveis.
FILOSOFIA: Como pode ser definida hoje a convivência, nem sempre harmoniosa, entre Ciência e a Filosofia? Os cientistas ainda acham que a Filosofia não passa de conversa vazia e esta, por sua vez, segue fechada à Ciência?
CARVALHO: Cultura filosófica e cultura científica são dois contingentes a serem articulados com urgência, assim como a cultura dita científica e a cultura das humanidade. Todas as ciências são humanas. Em 1959, Charles Snow publicou importante livro, originalmente um programa radiofônico: As duas culturas, traduzidos no Brasil apenas em 1993. Nele, Snow afirma que nenhuma sociedade poderá pensar-se com sabedoria se não efetivar a religação dessas culturas. Afinal, Ciência, Filosofia, Arte são empreendimentos que tentam desvendar a condição humana em todas as suas dimensões. Não se trata de multiculturalismo, como consideram alguns, mas a fragmentação do pensamento é algo a ser ultrapassado. Sociedade, Educação, vida intelectual constituem uma totalidade e, como sabemos, a totalidade nunca se reduz à mera soma das partes. Totalidade são sistemas abertos repletos de ordens, desordens, bifurcações, reorganizações, que, por vezes, redefinem as trajetórias dos sistemas vivos.
FILOSOFIA: O conhecimento hoje está atrelado aso recursos tecnológicos, em detrimento, muitas vezes, do pensamento complexo. De que maneira Morin observa essa questão e como ele acha possível conseguir um equilíbrio entre essas duas correntes.
CARVALHO: Em 1953, Heidegger proferiu uma conferência intitulada A questão da técnica, posteriormente publicada em livro sob o título Ensaios e conferências. A edição brasileira é de 2002. Nesse pronunciamento, Heidegger reitera que, em si mesma, a técnica não é bom e nem má, mas que a sua utilização depende dos agentes que a criam e manipulam. O mundo contemporâneo se encontra submetido a um quadrimotor constituído pela ciência, pela técnica, pela indústria, pelo Estado, responsável por muitas desigualdades, exclusões, prepotências. Por vezes, os cientistas aderem ao poder, à lógica da convenção – para utilizar uma expressão de Edward Said, em seu livroRepresentações do intelectual, um conjunto de conferência de 1993, patrocinadas pela BBC, e, posteriormente, reunidas em livro publicado no Brasil em 2005, dois anos após sua morte. Não se trata de diabolizar a técnica. O mundo hipertécnico precisa ser colocado em seu devido lugar, como menos prometeísmo. Em 2011, Morin elaborou uma proposta, que foi discutida no Rio de Janeiro, intitulada Para um pensamento do Sul. Organizada pelo Sesc, ela foi discutida em três frentes entrelaçadas: Educação, Cultura, Economia. Entenda-se que o Sul não é uma noção geográfica, mas uma contracorrente capaz de se defrontar com a hegemonia tecnológica do Norte. Existem vários suis e nortes. É necessário incorporar as heranças culturais consideradas tradicionais e reinseri-las éticamente nos fluxos e circuitos da mundialização. O Encontro do Rio gerou um documento e um apelo dirigido a governos e instituições, que deveria ser levado em conta para que o pensamento complexo deixe de ser considerado uma utopia sem fundamento. Complexidade é tecer junto, religar saberes, implodir dualidades, quaisquer que elas sejam.
FILOSOFIA: Para ele, quais as atribuições do intelectual no mundo moderno?
CARVALHO: Há uma ponderação de Edgar Morin feita em Meus demônios, texto de 1994, publicado no Brasil em 1997. Não se trata de um perfil autobiográfico, como consideram alguns. Nesse livro, como em vários outros – Meu caminho, Minha esquerda, Meus filósofos, Minha Paris, Meu cinema –, esses dois últimos ainda inéditos no Brasil, há algo de suma importância: a indissociabilidade entre vida e ideias, que deve presidir a trajetória de qualquer sapiens-demens. Nem sempre convivem harmonicamente. Há recalques, pulsões, desejos. A objetividade da Ciência jamais conseguirá capturá-los integralmente, isso pelo fato de que, a todo tempo, somos assolados pelas desavenças e desencontros entre os sujeitos da enunciação e aquilo que enunciam. As atribuições do intelectual devem se situar nesse diapasão. O intelectual, Morin reitera, é aquele que ousa sair da sua competência disciplinar para refletir sobre os problemas mais amplos da cultura, esse vasto patrimônio criado por nós e para nós. Temos de ser competentes em nossa área de pertencimento, mas poder sair dela e contribuir para a preservação de nossa Terra-Pátria – título, aliás, de um de seus livros, publicados originalmente em 1993, traduzido no Brasil em 1996.

quinta-feira, 28 de março de 2013

CHAMADA DE TRABALHOS PARA A SASO 2013

Gostariamos de anunciar a chamada de trabalhos para a SASO 2013: 7th IEEE International Conference on Self-Adaptive and Self-Organizing Systems. A conferência acontece entre os dias 9-13 de Setembro de 2013, na cidade de Filadélfia-PA, EUA. Mais detalhes podem ser obtidos no link https://www.cs.drexel.edu/saso2013/.
Nossa missão é promover um aumento no número de contribuições provenientes de grupos de pesquisa localizados na América Latina, especialmente o Brasil. Portanto fazemos uso desse canal de comunicação oferecido pela plataforma Lattes (verificamos via 0800 que respeitamos as regras de uso).
Além do convite para contribuições científicas, gostarÍamos de pedir que por gentileza imprima a versão PDF da chamada de trabalhos encontrada no link https://www.cs.drexel.edu/saso2013/CFP/SASO_2013_CFP.pdf, para que esta seja divulgada junto a sua instituição de pesquisa. Também gostariamos de pedir que a chamada abaixo seja encaminhada para membros da sua lista de contatos interessados nos tópicos da SASO 2013.
Muito Obrigado,
SASO 2013 Publicity Chair
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CALL FOR PAPERS, POSTERS, WORKSHOPS, TUTORIALS, DEMOS
7th IEEE Intern. Conference on Self-Adaptive and Self-Organizing Systems
(SASO 2013)

Philadelphia (PA), USA; 9-13 September 2013
https://www.cs.drexel.edu/saso2013/
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Please find below other calls currently open:

CALL FOR POSTERS
https://www.cs.drexel.edu/saso2013/callforposters.php

CALL FOR WORKSHOPS
https://www.cs.drexel.edu/saso2013/callforworkshops.php

CALL FOR TUTORIALS
https://www.cs.drexel.edu/saso2013/callfortutorials.php

CALL FOR DEMOS
https://www.cs.drexel.edu/saso2013/callfordemos.php
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Aims and Scope
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The aim of the Self-Adaptive and Self-Organizing systems conference series (SASO) is to provide a forum for the foundations of a principled approach to engineering systems, networks and services based on self-adaptation and self-organization. The complexity of current and emerging networks, software and services, especially in dealing with dynamics in the environment and problem domain, has led the software engineering, distributed systems and management communities to look for inspiration in diverse fields (e.g., complex systems, control theory, artificial intelligence, sociology, and biology) to find new ways of designing and managing such computing systems. In this endeavour, self-organization and self-adaptation have emerged as two promising interrelated approaches.
Many significant research problems exist related to self-adaptive or self-organizing systems. A challenge in self-adaptation is often to identify how to change specific behavior to achieve the desired improvement. Another major challenge is to predict and control the global system behavior resulting from self-organization. Yet more challenges arise from the confluence of self-adaptation with self-organization. For instance, how do self-* mechanisms that work well independently operate in combination? How are meso-level structures formed which leverage micro-level behavior to achieve desirable macro-level outcomes, and avoid undesirable ones?
The seventh edition of the SASO conference embraces the inter-disciplinarity and the scientific, empirical and application dimensions of self-* systems; it thus aims to attract participants with different backgrounds, to foster cross-pollination between research fields, and to expose and discuss innovative theories, frameworks, methodologies, tools, and applications.
SASO welcomes novel results on both self-adaptive and self-organizing systems research. It seeks to emphasize the interconnection of basic research between and within fields, and the increasing protrusion of self-* systems into the human sphere, evaluating their impact on society, environmental sustainability, commerce, living/working spaces and critical infrastructure. Therefore contributions are welcomed that: apply self-* principles to solve real-world problems; unpick the entanglement of self-* systems and human users in socio-technical systems; present advances in self-* mechanisms or analyses with potentially broad application; investigate the combination and interconnection of self-* mechanisms; and/or identify and evaluate new self-* principles or mechanisms from the study of natural or engineered systems.
Contributions must present novel theoretical or experimental results, or practical approaches and experiences in building or deploying real-world systems, applications, tools, frameworks, etc. Contributions contrasting different approaches for engineering a given family of systems, or demonstrating the applicability of a certain approach for different systems, are equally encouraged. Where relevant and appropriate, accepted papers will also be encouraged to submit accompanying papers for the Demo or Poster Sessions.
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Important Dates
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Abstract submission
May 3, 2013
Paper submission
May 10, 2013
Notification
June 21, 2013
Camera ready copy due
July 19, 2013
Early registration
August 21, 2013
Conference
September 9-13, 2013
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Topics of Interest
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The topics of interest to SASO include, but are not limited to:

- Self-* systems theory: theoretical frameworks and models; biologically- and socially-inspired paradigms; inter-operation of self-* mechanisms;
- Self-* systems engineering: hardware, software and middleware development frameworks and methods, platforms and toolkits; self-* materials;
- Self-* system properties: robustness, resilience and stability; emergence; computational awareness and self-awareness; reflection;
- Self-* cyber-physical and socio-technical systems: human factors and visualization; self-* social computers; crowdsourcing and collective awareness;
- Applications and experiences of self-* systems: cyber security, transportation, computational sustainability, big data and creative commons, power systems.
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Submission Instructions
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All submissions should be 10 pages and formatted according to the IEEE Computer Society Press proceedings style guide and submitted electronically in PDF format. Please register as authors and submit your papers using the SASO 2013 conference management system. The proceedings will be published by IEEE Computer Society Press, and made available as a part of the IEEE digital library. Note that a separate call for poster submissions has also been issued.
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Review Criteria
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Papers should present novel ideas in the cross-disciplinary research context described in this call, clearly motivated by problems from current practice or applied research. We expect both theoretical and empirical contributions to be clearly stated, substantiated by formal analysis, animation or simulation, experimental evaluations, comparative studies, and so on. Appropriate reference must be made to related work. Because SASO is a cross-disciplinary conference, papers must be intelligible and relevant to researchers who are not members of the same specialized sub-field.
Authors are also encouraged to submit papers describing applications. Application papers are expected to provide an indication of the real world relevance of the problem that is solved, including a description of the deployment domain, and some form of evaluation of performance, usability, or comparison to alternative approaches. Experience papers are also welcome but they must clearly state the insight into any aspect of design, implementation or management of self-* systems which is of benefit to practitioners and the SASO community
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Program Chairs
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Tom Holvoet
KU Leuven, Belgium
Jeremy Pitt
Imperial College London, England
Ichiro Satoh
National Institute of Informatics, Tokyo, Japan
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Spread the Word SASO 2013
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Please, announce the SASO 2013 within you research institution by printing the PDF version of the call, which can be found in the link https://www.cs.drexel.edu/saso2013/CFP/SASO_2013_CFP.pdf. You can also forward this email to our colleagues who might be interested in contributing to the conference. Thank you!