O que significa Transprojetação?

A Transprojetação é uma metodologia fundamentada nas obras de Edgar Morin e Michel Thiollent.
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE com a Soft Systems Methodology e a Pesquisa-ação.



terça-feira, 31 de maio de 2011

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM ISRAEL

As lições de Israel


Como o árido país vem vencendo a guerra contra a escassez de água e o que o Brasil pode aprender com isso.
Por Edson Franco, enviado especial a Tel-Aviv



RITUAL

Judeus ortodoxos na cerimônia anual do Tashlich, em praia de Tel-Aviv

Vencidas as batalhas pela independência de Israel, o primeiro chanceler do recém-nascido país, David Ben-Gurion, assumiu em maio de 1948 sabendo que uma “guerra” bem mais difícil estava em curso. Espalhado por uma região desértica, com clima entre tropical e semi-árido e escassas fontes naturais de água doce, o Estado precisa lutar diariamen­te para que sua população não morra de sede. Gurion resumiu a sua estratégia sob o slogan “fazer o deserto florir” e estimulou os seus cientistas a descobrir fórmulas para semear oásis. Passados 63 anos, Israel vem vencendo essa “guerra”.

As principais armas do país têm sido a construção de usinas de dessalinização, o reaproveitamento quase total do esgoto e o combate ao desperdício. Exatamente por isso, florescem empresas que monitoram cada milímetro cúbico de água que flui pelos canos do país com sistemas computadorizados capazes de diagnosticar vazamentos em tempo real. O aproveitamento de cada gota é o mote da Netafim, empresa especializada em sistemas de irrigação. Sua história se confunde com a formação do kibutz Hatzerim, localizado em pleno deserto do Negev. Hoje, o verde domina o lugar, onde famílias compartilham residências, refeitórios e orações com os profissionais da empresa. “Moisés nos trouxe até aqui e mostrou o caminho, só não ensinou a tecnologia para controlar as águas”, brinca Igal Aisenberg, presidente da Netafim.


DESSALINIZAÇÃO

A usina de Ashkelon, segunda maior do planeta

Além da irrigação sem desperdício, os agricultores contam cada vez mais com a água e o adubo gerados por centrais de tratamento. Uma das mais produtivas é a Shafdan, em Tel-Aviv, onde profissionais separam lixo, material orgânico e água. O primeiro é enviado para usinas de reciclagem, o segundo vira adubo e o terceiro é purificado e vai pa­ra os canos dos sistemas de irrigação.

Quando se trata de matar a sede nacional, no entanto, a maior aposta vem mesmo do mar. A cidade litorânea de Ashkelon abriga a segunda maior usina de dessalinização do mundo. Os canos da instalação avançam um quilômetro mar adentro e abastecem as membranas que separam líquidos e sólidos. A empresa por trás do negócio é a IDE Technologies, que comanda mais três usinas no país e produz cerca de 300 milhões de metros cúbicos anuais do líquido. Hoje, quase metade dos israelenses bebe água dessalinizada. “E o melhor é que o custo está cada vez mais baixo. O metro cúbico custa US$ 0,53. No passado não muito distante, eram US$ 3”, contabiliza Fredi Lokiec, vice-presidente executivo da IDE.

AVANÇO

“O custo da dessalinização da água está cada vez mais baixo”,
diz o executivo Fredi Lokiec
Com todos esses esforços, Israel espera chegar a 2015 livre da necessidade de fontes naturais de água. “Não chegaremos lá porque somos espertos. Não temos outra saída”, diz Booky Oren, organizador da Watec, feira dedicada ao líquido que acontece em novembro. E o que o Brasil, cheio de rios e lagos, tem a aprender com tudo isso? Muito, pois estima-se que, nos próximos 20 anos, o consumo mundial de água suba 50%. Se um dia ela faltar por aqui, as soluções já terão sido desenvolvidas em pleno deserto.

LIÇÃO DE VIDA PARA O OCIDENTE!!!


LIÇÃO DE VIDA PARA O OCIDENTE

A carta abaixo foi escrita por um imigrante vietnamita que é policial no Japão (Fukushima). Foi enviada a um jornal em Shangai que traduziu e publicou. Eu procurei ser o mais fiel possível ao texto original. Espero que gostem!

Querido irmão,

Como estão você e sua família? Estes últimos dias tem sido um verdadeiro caos. Quando fecho meus olhos, vejo cadáveres e quando os abro, também vejo cadáveres.
Cada um de nós está trabalhando umas 20 horas por dia e mesmo assim, gostaria que houvesse 48 horas no dia para poder continuar ajudar e resgatar as pessoas.
Estamos sem água e eletricidade e as porções de comida estão quase a zero. Mal conseguimos mudar os refugiados e logo há ordens para mudá-los para outros lugares.
Atualmente estou em Fukushima – a uns 25 quilômetros da usina nuclear. Tenho tanto a contar que se fosse contar tudo, essa carta se tornaria um verdadeiro romance sobre relações humanas e comportamentos durante tempos de crise.
As pessoas aqui permanecem calmas – seu senso de dignidade e seu comportamento são muito bons – assim, as coisas não são tão ruins como poderiam ser. Entretanto, mais uma semana, não posso garantir que as coisas não cheguem a um ponto onde não poderemos dar proteção e manter a ordem de forma apropriada.
Afinal de contas, eles são humanos e quando a fome e a sede se sobrepõem à dignidade, eles farão o que tiver que ser feito para conseguir comida e água. O governo está tentando fornecer suprimentos pelo ar enviando comida e medicamentos, mas é como jogar um pouco de sal no oceano.
Irmão querido, houve um incidente realmente tocante que envolveu um garotinho japonês que ensinou um adulto como eu uma lição de como se comportar como um verdadeiro ser humano.
Ontem à noite fui enviado para uma escola infantil para ajudar uma organização de caridade a distribuir comida aos refugiados. Era uma fila muito longa que ia longe. Vi um garotinho de uns 9 anos. Ele estava usando uma camiseta e um par de shorts.
Estava ficando muito frio e o garoto estava no final da fila. Fiquei preocupado se, ao chegar sua vez, poderia não haver mais comida. Fui falar com ele. Ele disse que estava na escola quando o terremoto ocorreu. Seu pai trabalhava perto e estava se dirigindo para a escola. O garoto estava no terraço do terceiro andar quando viu a tsunami levar o carro do seu pai.
Perguntei sobre sua mãe. Ele disse que sua casa era bem perto da praia e que sua mãe e sua irmãzinha provavelmente não sobreviveram. Ele virou a cabeça para limpar uma lágrima quando perguntei sobre sua família.
O garoto estava tremendo. Tirei minha jaqueta de policial e coloquei sobre ele. Foi ai que a minha bolsa de comida caiu. Peguei-a e dei-a a ele. “Quando chegar a sua vez, a comida pode ter acabado. Assim, aqui está a minha porção. Eu já comi. Por que você não come”?
Ele pegou a minha comida e fez uma reverência. Pensei que ele iria comer imediatamente, mas ele não o fez. Pegou a bolsa de comida, foi até o início da fila e colocou-a onde todas as outras comidas estavam esperando para serem distribuídas.
Fiquei chocado. Perguntei-lhe por que ele não havia comido ao invés de colocar a comida na pilha de comida para distribuição. Ele respondeu: “Porque vejo pessoas com mais fome que eu. Se eu colocar a comida lá, eles irão distribuir a comida mais igualmente”.
Quando ouvi aquilo, me virei para que as pessoas não me vissem chorar.
Uma sociedade que pode produzir uma pessoa de 9 anos que compreende o conceito de sacrifício para o bem maior deve ser uma grande sociedade, um grande povo.

Bem, envie minhas saudações a sua família. Tenho que ir, meu plantão já começou.

Ha Minh Thanh

Vejam que interessante - morreram mais de 15 mil pessoas no Japão - em dois desastres que fazem com que as nossas enchentes sejam coisas evitáveis (e são, basta as pessoas terem vergonha na cara!). O que podemos aprender com o Japão?

DEZ COISAS A SEREM APRENDIDAS COM ESTE EXEMPLO DO JAPÃO

1 – A CALMA

Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando e reclamando que “havia perdido tudo”. A tristeza por si só já bastava.

2 – A DIGNIDADE
Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo.

3 – A HABILIDADE
Arquitetos fantásticos, por exemplo. Os prédios balançaram, mas não caíram.

4 – A SOLIDARIEDADE
As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa.

5 – A ORDEM
Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas. Apenas compreensão.

6 – O SACRIFÍCIO
Cinquenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima. Como poderão ser recompensados?

7 – A TERNURA
Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.

8 – O TREINAMENTO
Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi ensinado.

9 – A IMPRENSA
Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias. Nada de reportagens sensacionalistas com repórteres imbecis. Apenas calmas reportagens dos fatos.

10 – A CONSCIÊNCIA
Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente.



sexta-feira, 27 de maio de 2011

A CORAGEM ÉTICA

Esse cidadão merece nossos aplausos.



Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados.

Oliveira é juiz federal em Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade.

Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta.

Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens.

Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade.
'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'.
Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.

Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares, 3 mansões - uma, em Ponta Porã, avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.

'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.

Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande.. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada.'


Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso.. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda.


Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança..'


ESTE MERECE NOSSOS APLAUSOS!

POR ACASO A MÍDIA NOTICIOU ESSA BRAVURA QUE O BRASIL PRECISA SABER?POR FAVOR, FAÇA A SUA PARTE! CLICA EM ENCAMINHAR !!

domingo, 22 de maio de 2011

PROIBIÇÃO DAS SACOLAS PLÁSTICAS O QUE NÃO ESTÁ SENDO DITO!!!


Bem-vindos à au-aula

Renan França

Creche de Niterói lembra a máxima eternizada por um ex-ministro de que o cachorro é um ser humano como outro qualquer

Fernando Lemos

Os alunos chegam à escola com suas mochilas: atividades diárias
Theo, que tem 1 ano e 8 meses, desde pequeno segue um ritual metódico. De segunda a sexta, ele se levanta às 6h30 e pouco depois já está pronto para pegar a van escolar. No veículo, interage com os coleguinhas Xavier, Oliver, Fred, Dinho, Bruce e Laila. Difícil mesmo é ficar com o cinto afivelado. Ao desembarcarem, eles desfilam com suas mochilas e lancheiras para mais um dia de atividades. Os professores conferem a agenda de recados e servem o café da manhã, antes de iniciar as recreações. Theo é um golden retriever, e seus colegas, poodles, labradores, schnauzers, yorkshires e vira-latas, todos matriculados na creche Boa para Cachorro, no bairro de Pendotiba, em Niterói. Aberto há dois anos, esse espaço de “socialização” tem dez funcionários e uma área de 1 000 metros quadrados para a turma aproveitar. “Aqui eles têm uma rotina feliz e se tornam mais ativos, inteligentes e educados”, afirma a proprietária e adestradora Ana Paula Freitas.

É crescente no mercado pet a quantidade de produtos excêntricos e serviços especializados, duas categorias em que a creche se enquadra perfeitamente. Lá, o dia a dia não se limita à diversão. Depois de iniciar a jornada com muita correria, brincadeiras e um mergulho na piscina, a cachorrada passa para as atividades curriculares em si. Durante três horas, eles têm lições de adestramento e de como conviver com quadrúpedes e bípedes. Em seguida, encaram o agility, um circuito com obstáculos para melhorar a capacidade física — o equivalente às aulas de educação física da criançada. “Meu cachorro tinha preguiça até para comer. Ele ganhou disposição, e não tenho mais trabalho nem com a higiene dele”, diz Roberta Braga, uma das mamães da creche. Como ninguém é de ferro, os totós têm um intervalo para descansar até a refeição, servida pontualmente às 4 da tarde. No período da digestão, embalada por uma trilha sonora suave, alguns deles chegam a cochilar. Assim, todos ficam calmos à espera de sua vez no banho e de escovar os dentes com pasta de sabor morango, antes de ir para casa. Ao fim do semestre, os pais recebem um boletim com a evolução do aluno. Cobram-se 400 reais por mês — mal comparando, mais barato que nas boas creches para crianças na capital do estado. (Aliás, o sindicalista Rogério Magri, quando foi ministro no governo Collor, dizia exatamente isso da sua cachorra, que chegou a ser transportada em carro oficial: ela também seria um ser humano.) “A escola pode evitar que o cão fique sozinho o dia inteiro”, diz a presidente do Brasil Kennel Club, Márcia Carreira. “Mas ela não substitui o carinho do dono, que é fundamental para o bicho.” Exaustos depois de uma jornada lúdica de aprendizado, Theo e seus amigos retornam à condução. “Tem vezes em que eles nem querem voltar para casa”, diverte-se Ana Paula.